A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora o controle das crises epilépticas dependa, principalmente, de medicamentos e acompanhamento médico, a alimentação desempenha um papel significativo na prevenção de gatilhos que podem agravar os sintomas. Neste guia, discutimos detalhadamente os alimentos que devem ser evitados por quem convive com a condição, fornecendo orientações fundamentadas e de fácil compreensão.
A relação entre dieta e epilepsia está amplamente documentada. Certos alimentos e substâncias podem interferir no funcionamento cerebral, aumentando o risco de crises epilépticas. Além disso, alguns alimentos podem reduzir a eficácia dos medicamentos antiepilépticos, dificultando o controle adequado da condição. É essencial que pacientes e seus cuidadores estejam cientes de quais itens devem ser evitados e por quê.
Pesquisas sugerem que pessoas com epilepsia podem apresentar maior sensibilidade ao glúten, especialmente aquelas com diagnóstico de doença celíaca. O glúten pode desencadear respostas inflamatórias que afetam o sistema nervoso central.
Exemplos: pães, massas, bolos e biscoitos feitos com trigo, centeio e cevada.
Alternativa: opte por alimentos sem glúten, como produtos à base de arroz, milho e quinoa.
Alimentos com altos níveis de açúcar refinado podem causar picos de glicemia, que, por sua vez, podem alterar a atividade elétrica do cérebro, aumentando a suscetibilidade a crises.
Exemplos: refrigerantes, doces, bolachas recheadas e cereais matinais industrializados.
Alternativa: priorize alimentos naturais como frutas frescas e cereais integrais.
Substâncias estimulantes como a cafeína podem interferir na qualidade do sono e no funcionamento neural, fatores cruciais para o controle das crises epilépticas.
Exemplos: café, chá preto, bebidas energéticas e chocolate em excesso.
Alternativa: substitua por chás de ervas, como camomila ou erva-cidreira.
O MSG, amplamente utilizado como realçador de sabor, é conhecido por aumentar a excitação neural, o que pode ser perigoso para pessoas com epilepsia.
Exemplos: sopas instantâneas, temperos industrializados e snacks como salgadinhos de pacote.
Alternativa: tempere os alimentos com ervas frescas e especiarias naturais.
Dietas ricas em gorduras saturadas podem prejudicar a circulação sanguínea cerebral, potencializando o risco de crises.
Exemplos: frituras, carnes gordurosas e laticínios integrais.
Alternativa: opte por fontes saudáveis de gordura, como azeite de oliva, abacate e peixes ricos em ômega-3.
O álcool é um dos principais gatilhos para crises epilépticas. Ele afeta os níveis de neurotransmissores no cérebro e pode interagir negativamente com medicamentos antiepilépticos.
Exemplos: cerveja, vinho, destilados e coquetéis.
Alternativa: hidratação com água, sucos naturais e chás sem cafeína.
Os nitritos, comumente presentes em carnes processadas, podem afetar o funcionamento cerebral, aumentando a vulnerabilidade a crises.
Exemplos: salsichas, linguiças, presunto e bacon.
Alternativa: consuma carnes frescas e orgânicas.
Altos níveis de sal podem levar a desequilíbrios eletrolíticos, impactando a atividade cerebral e favorecendo o aparecimento de crises.
Exemplos: alimentos enlatados, caldos industrializados e salgadinhos.
Alternativa: utilize temperos naturais e modere o consumo de alimentos industrializados.
Planeje as Refeições: Invista em um cardápio equilibrado, priorizando alimentos naturais e minimamente processados.
Acompanhe com um Nutricionista: Um profissional pode ajudar a adaptar a dieta às necessidades individuais.
Mantenha um Diário Alimentar: Registre os alimentos consumidos e observe possíveis relações com crises.
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A[Alimentos Inadequados] --> B[Estímulo ao Sistema Nervoso Central]
B --> C[Gatilho para Crises Epilépticas]
C --> D[Maior Frequência de Crises]
A dieta desempenha um papel essencial na gestão da epilepsia. Evitar alimentos que possam desencadear crises é uma medida complementar poderosa para o tratamento convencional. Reforçamos a importância do acompanhamento médico e nutricional, garantindo que cada paciente receba orientações personalizadas para melhorar sua qualidade de vida.